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Westphalen promove audiência para debater queda dos índices de vacinação

Nesta quinta-feira (26), o Grupo de Trabalho coordenado pelo deputado federal, Pedro Westphalen, realizou a segunda Audiência Pública que discute a imunização e cobertura vacinal no país.

A reunião aconteceu na Comissão de Seguridade Social e Família, trazendo os temas de atualização e aprimoramento do calendário nacional de imunização e das vacinas oferecidas objetivando aumento de cobertura vacinal.

Westphalen reafirmou sua preocupação com a queda dos índices de vacinas, “ficamos alarmados de ver doenças já erradicadas no Brasil assombrando a população novamente. Com exceção da BCG, a meta não está sendo atingida. É inacreditável que tenhamos ainda hoje, por exemplo, pessoas morrendo de gripe por não ter vacinado, tendo ao seu alcance essa vacina. Estamos aqui para discutir este tema da mais alta importância e buscar soluções junto com os órgãos responsáveis”, disse o parlamentar.

O Programa Nacional de Imunização – PNI,  foi uma das pautas durante a audiência: “o PNI é um programa excelente, de destaque nacional e internacional, mas infelizmente nos últimos anos vem sofrendo uma queda na vacinação. A população tem que se conscientizar que as imunizações e a água potável são necessárias, sem dúvidas foram os principais ganhos que a sociedade teve”, destacou o doutor em Pediatria e Infectologia da Santa Casa de São Paulo, Marco Aurélio Sáfadi.

Sáfadi propôs ao Grupo de Trabalho discutir com o Ministério de Educação de resgatar a imunização em escolas, como já existe e com êxito na Europa. “Um programa com adolescentes — vacinação nas escolas, acredito que essa é a única solução para corrigir a imunização nessa faixa etária” concluiu.

Presente na reunião, o representante do CONASS, Leonardo Moura Vilela, abordou o desabastecimento de algumas vacinas no Brasil: “Nos preocupa muito a falta da vacina Pentavalente, isso compromete as coberturas vacinais. Recebemos a informação que deve normalizar a partir de novembro” ressaltou.

De acordo com o diretor do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, existem 3,5 milhões de doses bloqueadas na câmara fria do Ministério da Saúde aguardando a nova inspeção da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e da Anvisa, para liberação dessas vacinas para população. Em contrapartida, já foram adquiridas novas doses de outros fornecedores, a primeira remessa já foi distribuída. O MS ainda confirma que solicitou a reposição do fornecimento à Opas. No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo. A compra de 6,6 milhões de doses começaram a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. A previsão é que o abastecimento voltará à normalidade a partir de novembro.

A gerente de Produtos Biológicos da Anvisa, Maria Fernanda Reis, informou que o fabricante da Pentavalente não atendeu todas as exigências, e foi reprovada em teste de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Anvisa. Com isso, as compras foram interrompidas com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, pela OPAS, que pré-qualifica os laboratórios. A gerente disse ainda que nesta semana o órgão inicia a nova inspeção nas doses de vacinas que estão bloqueadas.

Maria Fernanda pontuou ainda os desafios da Anvisa: registrar e inspecionar todos os fabricantes e fiscalizar o transporte desses produtos.

Também participou da audiência o diretor da Interfarma, Pedro Bernardo.

A próxima audiência ficou agendada para o dia 10 de outubro, na Câmara dos Deputados.

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